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O seu novo disco, “Dear Companion”, de lançamento previsto para 22 de maio, é um pouco apressado, não parece ter sido trabalhado como merecia, mas isso é explicável já que foi gravado todo em um dia. De qualquer maneira está muito bom. Digamos que não é nada inédito, nem um pouco moderno e o disco inteiro parece ter uma única grande canção, e é nessa não-inovação que está o charme.
“Dear Companion” é pra ouvir a passos curtos e lentos, não tente pensar em outra coisa, nem se atreva a fazer algo que precise de velocidade, certamente você se dará mal.
“Willie O’Winsbury” poderia descrever o disco, carregada de melancolia, a canção entra na categoria “minha vida é um filme”, consegue desmontar o mais duro dos corações sem ser piegas. “The Cruelty of Barbry Allen” não é muito diferente, mas é, talvez, a canção mais country do disco, com a ajuda da voz de Meg que parece andar a cavalo e ter grama nas botas. É possível até sentir o cheiro de terra molhada.
Enquanto fazia a audição dessa doçura musical fiquei presa em um único pensamento, minha morte. A melancolia das canções cortadas pela voz indecisa que não sabe se vai te acariciar ou te magoar, a calma impregnada em cada nota, conseguiria transformar um velório num momento muito menos pesado, e certamente pouparia as pessoas de músicas como “segura na mão de deus e vai”.
Muitos podem dizer que Meg se perdeu no interior dos Estados Unidos lá pela década de 70, mas quer saber? A vontade da artista em revitalizar o folk de raiz deu certo, e pra quem gosta de entrar num ambiente musical como esse, o disco serve de ingresso.

