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“Eu estava mais sincera nessa gravação do que em qualquer outra coisa que eu já fiz no passado”, afirma Veirs. E é exatamente isso que se sente ao ouvir as 12 faixas que compõe o disco. Sinceridade que se pode tocar, uma intimidade revelada em cada canção e a poesia deixando no ar algumas interpretações. As letras, diferentes dos outros álbuns, estão mais poéticas. “Nos discos anteriores eu era bem mais direta. Era tudo narrativo. Então, eu fui entrando em lugares mais obscuros e poéticos. Agora, eu criei um bom balanço entre esses elementos”, afirma Laura. Esse balanço que cria um mistério nas letras é algo que vem de sonhos e da imaginação de Veirs sobre os segredos do mar. Algo que por si só já é um mistério e fertiliza a mente de muita gente, recebe voz e melodia no disco de Laura.
Musicalmente o disco é algo de detalhes. Ouvidos atentos e você pode encontrar muitas coisas. A primeira faixa “Pink Light”, me lembrou Julie Doiron, no disco “Julie Doiron & the Wooden Stars”. “Ocean Night Song”, segunda canção do disco, nos remete a outra cantora, dessa vez Ane Brun. A energética “Phantom Mountain” lembra Karen O e as batidas tristes no piano em “Black Butterfly” lembram Chan Marshall. De todas essas lembranças de grandes cantoras, a conclusão é outra grande musa, Laura Veirs. Canções apelativas, que conquistam. Grudentas como “Don’t Lose Yourself” e “Nightingale”.
A voz de Laura Veirs tem algo de tímido, quando se precisa, energia para gritar refrões ácidos e a feminilidade que acariciam os ouvidos. Um dos melhores discos que eu ouvi esse ano. Musicalidade bem trabalhada e uma temática que conquista. Não deixe de ouvir.


